Metodologia
A compatibilidade vem do voto real do deputado.
A aplicação compara a sua opinião sobre cada proposição com o voto que o deputado registrou no plenário. Ler bem o resultado depende de saber o que entra na conta e o que fica de fora.
De onde vêm os dados
Tudo vem dos Dados Abertos da Câmara dos Deputados. Cada proposição e cada votação mantém o número oficial da Câmara, então você pode conferir qualquer item na fonte, com link para a consulta pública sempre que ela tem o detalhe disponível.
Dados Abertos da Câmara dos DeputadosO que entra na base
Consideramos apenas a Câmara dos Deputados e apenas votações nominais de plenário, aquelas em que o voto de cada deputado fica registrado. Votações de comissão ficam de fora, porque lá só os membros votam e a comparação ficaria distorcida; votações por aclamação também, porque não registram voto individual.
A base cobre as votações nominais realizadas de 2015 até junho de 2026. O recorte é pela data da votação, não pela idade da proposição: uma proposição mais antiga aparece se foi votada nesse período.
Como a compatibilidade é calculada
Para cada proposição, você responde se ela deveria ser aprovada: Sim, Não ou Não sei. A resposta Sim concorda com o voto sim do deputado, e a resposta Não concorda com o voto não, não importa se a proposição foi aprovada ou rejeitada no fim. Não sei é desconsiderado. Uma comparação usa de 3 a 30 proposições, com pelo menos 3 respostas válidas.
Abstenção e obstrução (quando o deputado participa da votação, mas não vota sim nem não) contam como discordância, e o voto real continua aparecendo na tela. A ausência de quem estava em exercício também conta como discordância: a fonte não distingue falta justificada de injustificada, e premiar a ausência contradiz a ideia de cobrar o comportamento real. Também ficam de fora da conta as votações de quem não estava em exercício na data, por licença, suplência inativa ou fim de mandato, e os registros de impedimento regimental que a Câmara marca como Artigo 17.
Qual votação representa cada proposição
Uma proposição costuma passar por várias votações. A aplicação escolhe a que decide o mérito (o texto-base, o substitutivo ou a medida provisória) e ignora requerimentos, destaques, preliminares e redação final, que não representam sozinhos a decisão de fundo.
Como ler o resultado
O percentual deve ser lido junto da amostra comparável: quantas das suas respostas puderam de fato ser comparadas com aquele deputado. Uma compatibilidade alta sobre poucas votações diz menos do que uma compatibilidade parecida sobre muitas.
Por isso a ordem do ranking não usa só o percentual bruto. Ela usa o limite inferior do intervalo de Wilson, que evita que um 100% obtido em pouquíssimas votações apareça acima de um resultado com amostra maior e mais confiável.
Limites da aplicação
O resultado ajuda a ler comportamento parlamentar registrado, mas não resume tudo sobre um deputado, uma proposição ou uma eleição. Use a compatibilidade como ponto de partida para avaliar o histórico de voto, não como conclusão automática.
- A compatibilidade não mostra o que o deputado pensa. Ela mostra se o voto registrado na votação usada como referência coincidiu com a sua posição.
- A presença exibida no perfil não é a presença parlamentar geral. Ela considera somente votações nominais de plenário das proposições que entram na base da aplicação.
- Uma proposição pode ter várias votações. A aplicação escolhe uma votação para representá-la, priorizando decisões sobre o mérito da proposta. Essa escolha segue uma regra pública, mas pode não capturar todas as nuances do processo legislativo.
- Nem toda proposição da Câmara aparece na aplicação. Entram apenas proposições com votação nominal em plenário e uma votação que possa representar a decisão principal sobre a proposta.
- O cálculo olha a votação de referência, não todas as votações ligadas à proposição. Quando um deputado fica fora do ranking, isso não prova que ele faltou a todas as votações das proposições selecionadas; significa que não houve votos comparáveis suficientes nas votações usadas pela aplicação.
- Quando não há voto registrado para um deputado que estava em exercício, a aplicação trata como ausência sem motivo conhecido. Os Dados Abertos da Câmara usados pela aplicação não permitem separar uma ausência comum de uma ausência justificada.
- Quando o histórico oficial indica que o deputado estava fora de exercício, por exemplo por licença, suplência inativa ou fim de mandato, essa votação fica fora do cálculo daquele deputado.